Confusa, estranha, perturbada, completamente boba na sua
presença. Será possível? Eu tinha certeza que isso não me afetaria mais,
afinal, já tropecei muitas vezes na vida. Não que seja grande coisa, vindo
alguém com dois pés esquerdos. Mas fala sério, precisava mesmo de tudo isso?
Era realmente necessário pegar toda a minha bagunça e jogar para o alto, rindo
da minha cara de desespero?
Pelo menos você bateu antes de entrar; a questão é: te dou a
chave ou tranco a porta de vez? Não dá mais para esconder que sinto algo por você;
me perco na imensidão do seu olhar e todos percebem isso. Todos comentam. Todos
perguntam. E eu sou obrigada a dizer que “não é nada demais”. Uma mentirosa de
primeira.
Eu não sei o que você viu em mim, mas posso dizer que gosto
de gente fora das medidas ideais. Gente infinita. E é assim que me sinto perto
de você; como se eu fosse capaz de escalar montanhas, percorrer distâncias, enfrentar
meus medos e ainda chegar a tempo para ouvir mais uma das suas piadas. Não que eu goste muito delas. Na verdade elas
são péssimas, tenho que confessar, mas eu rio mesmo assim.
E quer saber, mesmo com tudo isso você não é o cara
perfeito. Nem de perto é como minhas paixões literárias ou platônicas. Não é um
príncipe encantado nem um cavaleiro medieval. Não, você é real. E mais do que
isso, você me mostra que eu sou real. Que estou viva. Que posso rir sem me
lembrar do passado, que posso ser eu mesma em público sem me preocupar com a opinião
alheia.
Você é meu melhor amigo, e a melhor pessoa que eu poderia
escolher para estar ao meu lado. Porque você não me completa, mas soma, transborda.
Você entende que eu não sou uma garota com a cabeça presa no Romantismo; sabe
que eu gosto de independência e respeita isso. Você me entende (pelo menos um
pouquinho). Enfim, você me faz feliz.
E o mínimo que eu posso fazer é te agradecer por me deixar
confusa, estranha, perturbada e completamente boba na sua presença.
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