sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Embora não possa te chamar de meu...

Tudo o que eu mais quero é entender o que se passa aqui dentro. Sinto que tenho um buraco negro, um grande abismo, o fundo do oceano no lugar do coração. Mas, estranhamente, esse é o único escuro que não sinto medo.
Sei que se mergulhar nos mais profundos sentimentos, encontrarei você: minha pequena fonte de luz, minha porta para a felicidade, minha fuga da realidade, a única coisa boa que guardo em mim. A única lembrança que me faz sorrir. Meu sonho.
Às vezes me pergunto se isso é saudade ou costume de pensar em você. Talvez os dois, ainda não consegui decidir. Mas de uma coisa tenho certeza: é em você que penso ao ouvir cada nota de piano; é para você que escrevo cartas que falam sobre mim, mesmo sem jamais enviá-las; é pensando em você que me arrumo; é em você que meus sonhos são baseados. 
Você é minha mola, meu combustível, minha fonte de energia. Meu passado, presente e futuro. Minha droga, meu vício. Você é tudo, e eu não sou nada. Nada além de uma simples hospedeira desse sentimento que corrói, tortura, sufoca. Nada além do que sua maior admiradora. Nada além de sua.


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